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Para todas as Marias…

“Maria, eu sei que o tempo anda difícil mas sei também que você vai conseguir aguentar. Firme e forte, como você sempre foi, lembra? Maria, você se lembra de quando eu me apaixonei perdidamente por um guri qualquer e cê me disse: “Calma, menina! Tudo tem seu tempo certo.” ? Pois então, a partir daí eu nunca mais esqueci essa frase… E agora é a minha vez de dizer que tudo tem seu tempo certo, então, calma.

Sei que fins de relacionamentos costumam ser trágicos para uma das partes. Chora, sofre, chora mais um pouco, pede pra voltar, chora por não conseguir, chora por se achar insuficiente, chora de ciúme por ver o outro tocando a vida, feliz sem ti. Chora mais por perceber que o outro não sente falta, chora de saudade, chora pelo orgulho ferido e sofre…
Começa a conhecer pessoas novas mas fica lembrando de como foi mágico quando conhecer o outro, lembra que o papo fluiu tão bem que pareciam amigos de infância e chora por lembrar que mal se falam hoje. Mas por mais clichê que isso possa soar, vai passar. Pode demorar,claro . Mas uma hora ou outra, quase sem perceber, vai passar, Maria.

Tempestades sempre chegam e a dor de um amor perdido dói bem fundo no peito e parece que nunca vai passar, mas passa! Deixa de ser boba, levanta daí e vai viver. Viva, Maria, viva!”

Alice dos S. Bachiega.

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Sonho bom.

“Hoje eu acordei pensando em nós. Pensei em tudo aquilo que vivemos juntos e também o que não vivemos.

Acordei pensando em como nós poderíamos ter dado certo e, te juro, diferente das outras vezes em que isso ocorreu,  eu não senti aquele aperto no coração como se ele gritasse “ei, eu tô aqui! Não me esquece.”. Dessa vez, eu sorri porque, sim, podíamos ter dado muito certo, mas como dizem por aí,  finalmente pude perceber que nós éramos as pessoas certas uma pra outra, só que na hora errada.

Dizer essas coisas não me fere mais. Lembrar de  como eu amava teu sorriso bobo ao me ver chegar nos nossos primeiros encontros e, puta que pariu, que sorriso era aquele, rapaz? Ok, foco. Lembrar do teu sorriso e do teu jeito desastrado não me fere mais, pelo contrário, me deixa feliz. Sabe porquê?

Porque eu deixei toda aquela mágoa de menina-mulher pra trás e segui com a minha vida. Sempre fui bobinha mas nunca deixei de ser feliz e esse não seria o caso de me deixar realmente triste. Eu sou assim, você sabe, posso quebrar a cara mil vezes e nas mil vezes estarei rindo de mim e, rapaz, quando isso não acontecer, pega o termômetro que eu estarei com febre.

Hoje eu acordei pensando em ti e conclui que : “Você me veio como um sonho bom” mas passou. Passou porque quis ir, mas foi um dos melhores sonhos que , pasme, eu já vivi. Aquele sonho que a gente sonha acordado e confunde a realidade inteira, deixa a vida de ponta cabeça e que faz um bem danado.

Passou e quem sabe volte um dia? Só cuidado se entrar, eu mudei muita coisa de lugar.”

Alice dos S. Bachiega.

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Decepção

“A vida é uma caixinha de surpresas e esse é o real problema porque quando a gente pensa que está tudo bem, do nada, tudo começa a dar errado. 
Tentar solucionar o problema é o ideal, mas e quando as ideias não batem? Ceder sempre, uma hora cansa. A gente sabe que tem solução, mas a falta de paciência acaba atrapalhando tudo
Triste é saber que por problemas tão fúteis e insignificantes o plano de um futuro bonito, talvez, é jogado fora, descartado e querendo ou não, escolher encerrar algo não é fácil e também é complicado agir normalmente depois disso. 
Por falta de reação, não transmitimos o que realmente queremos.”

Alice Bachiega.