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será que cê pode ler a minha mente?

“Queria falar contigo, mas não ir atrás de ti. Queria que você viesse até mim, de alguma forma. É meio infantil da minha parte ficar te esperando parada bem aqui onde estou, mas é que eu ando com tanto medo de sair da minha “zona de conforto” e me quebrar por inteira como antes. Cansei de me machucar, cê sabe, né?!  Quero passar a me sentir especial de novo, como quem vai viajar e quando volta é recebido cheio de abraços e muito afeto. Quero voltar a ser feliz, transbordar amor como antigamente. Como eu sempre fui: amor. O amor pra mim é uma das melhores coisas na vida, cê sabe, eu valorizo demais quando ele existe e luto por ele até perder minhas forças. Quero voltar a lutar por ele, desde que haja reciprocidade e sei que há contigo! Você foi meu primeiro amor, meu primeiro amor que me ensinou as loucuras de amar e ser amada. Meu primeiro amor que me fez enxergar além das entrelinhas, além do céu. Me fez amar. Me fez sentir. Me fez sorrir. Me fez feliz. E sinto que você também viveu isso na mesma intensidade que eu, por isso tenho certeza da reciprocidade. Talvez ela esteja morna, talvez ela esteja machucada, mas ela ainda nos liga. Essa linha que nos liga é a reciprocidade, meu amor. Acorda, aliás, não acorda não! Sonha e vê se sonha com a gente. Quem sabe assim a gente se encontra no mesmo sonho e você percebe que eu tô aqui, te esperando. Ou senão, que tal por um passe de mágica, ou superpoder você ler minha mente e aparecer aqui pra mim? Vem, tô te querendo e cheia de saudade.”

Alice dos S. Bachiega.