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você é o único que eu quero que me queira.

Leia ouvindo esse cover de Jason Derulo- Want to want me

“Oi, como cê tá? Acho que bem, afinal, você sumiu… Como sempre faz, e só aparece quando quer, quando precisa. Bom, tudo bem quanto à isso. Não me fere mais, mas quero que saiba que eu ainda penso muito em você e você é o único que eu realmente quero que me ame, que me queira porque eu acredito que você vai aparecer — lindo, como sempre– e me dizer que sente o mesmo.

Ilusão? Talvez. Mas é que você me deixa assim, louca. Sim, louca. Louca porque só de imaginar seu sorriso eu me sinto melhor. Eu faria qualquer coisa para acordar ao seu lado todos os dias e poder ver esse sorriso ao amanhecer. Ele é único, assim como você, sabia?!

Você me traz paz e sem ti, eu viro caos. Não consigo dormir porque fico pensando em nós. Um ‘nós’ que não chegou a existir, mas que eu adoraria dar vida à ele. Um ‘nós’ de pura alegria, confusão e amor. Amor não é tudo, você já me disse isso, mas , como amor, as coisas se tornam possíveis…

Eca, tô melosa demais, diabetes mandou um ‘alô’. Foco! Continuando… Você prestou atenção quando eu disse QUE NÃO CONSIGO DORMIR? Pois é, para eu ficar sem sono, perceba, a situação é grave. Mas por você eu não ligo, vale a pena. Caso dê errado, dou uma ligada pro meu analista, ele pode resolver, eu espero.

Mas não quero pensar no erro, meu bem. Por você eu arrisco tudo e vamos viver. Viver juntos. Tô precisando dessa aventura com você. Lembra que Los Hermanos sempre nos descreveu em “pra nós dois sair de casa já é se aventurar” ? E eu berrava essa parte como se fosse eu quem a escreveu pra ti?

Você sempre me achou meio louca, mas curtia isso. Nossa maluquice se completava e a gente sempre transbordava risos sem fim. Vem, vamos inventar uma nova história, uma nova aventura, um novo amor, que seja. Só vem! Porque você é o único que eu quero que me queira. Vem, mexe comigo, aquieta meu coração. Vem se ajeitar na minha bagunça. Vem e transforma ‘eu’ e ‘você’ em ‘nós’. Vem e fica.”

Alice dos S. Bachiega.

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As cartas que eu não mando (2)

“Eu lembro de tudo. Lembro da nossa primeira conversa.  Lembro das risadas dadas. Lembro do nosso primeiro encontro. Lembro da timidez nos primeiros minutos. Lembro do nosso primeiro abraço quando nos encontramos.  Lembro do nosso primeiro beijo que deu início à um ciclo de beijos que pareciam sem fim. Lembro do nosso segundo encontro que foi cômico demais.  Lembro dos ciúmes bobos. Lembro das pseudo-brigas que sempre acabavam em risadas descontroladas.  Lembro da primeira vez que, enfim, falamos eu te amo quase que sincronizado e muito muito emocionante. Lembro do, então,  pedido de namoro, lindo único,  presenciado pelos nossos melhores amigos. Lembro quando você conheceu minha família. Lembro quando eu conheci a sua família.  Lembro que eu morria de medo da sua mãe, mas ao conhecê-la, esse medo se transformou em admiração.  Lembro das nossas tardes de intimidade.  Lembro de cada mês de namoro, repleto de surpresas e confusões. Lembro das nossas confissões diárias.  Lembro das piadas sem graças que líamos e ríamos muito. Lembro dos filmes que assistíamos ou tentávamos assistir.  Lembro dos planos loucos que fazíamos. Lembro de cada detalhe que vivemos juntos. Eu lembro de tudo. Mas de que me adianta? Se tudo foi jogado fora, sem importância alguma. Se nem nos falamos mais. “

Alice Bachiega

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as cartas que eu não mando (1)

“Tô com saudades do teu riso frouxo depois de ouvir uma piada idiota.Tô com saudades do teu beijo suave e calmo depois de um dia tumultuado . Tô com saudades do teu sorriso cativante depois de um beijo . Tô com saudades do teu abraço apertado e do teu carinho depois de passar dias longe.  Tô com saudades do teu olhar desconfiado depois de me ouvir e não entender nada do que eu disse.Tô com saudades do teu jeitinho sacana de quem sabe o que quer e vai atrás disso. Tô com saudade de ti, meu bem, e não vejo a hora de poder te ver novamente, te tocar e poder afirmar : sou tua e de mais ninguém . Tu sabe, eu erro demais, minha insegurança sempre me atrapalha, mas contigo, eu sabia como agir e se falhei, meu bem, não foi por maldade, foi só falta de experiência, falta de paciência e um tantinho de burrice da minha parte também. Eu te escolhi pelo teu jeito bobo de me cuidar e por quem tu és . Tu sabe, se nos conhecemos foi por algum motivo bom e não acho justo desperdiçarmos isso com tempos e tempos afastados. Foram as discussões fora de hora e totalmente sem sentido que nos levaram a isso e caramba, perdemos tudo por um motivo tão pequeno. Temos muito o que aprender e surpreender  juntos, meu anjo. Sei viver sem ti, só não quero mais. Então, larga de bobeira e vem ser meu também.”

Alice Bachiega