Ela partiu.

“Eu desci do carro, aparentemente calmo, mas sabia que estava morrendo por dentro.

Entrei no hospital. Minha namorada estava em coma e eu sabia que a situação dela era grave mas não queria acreditar nisso.

Eu faria qualquer coisa para ela voltar a consciência, qualquer coisa para permanecer comigo, mas naquele ponto, já não havia mais nada para se fazer, talvez nem milagres. Ela estava partindo e eu precisava dar meu último adeus.

Adeus, adeus, adeus. Dizer isso me deixava pior do que eu já estava. Prometemos que nunca deixaríamos um ao outro e lá estava ela, partindo e me deixando. Me deixando de mãos atadas, sem reação. Eu amava, aliás, eu amo aquela mulher, não queria ter deixado partir.

Segurava sua mão como forma de conforto, de certa forma era mesmo. Ela tinha mãos macias e leves. Seu toque sempre me trazia paz.

Permaneci ao lado dela até o fim, até o último “pi” soar antes de desligarem totalmente as máquinas.

E lá estava eu, sozinho outra vez.

Sozinho porque nela eu via um motivo bom e único pra seguir minha vida. Com ela, eu nunca estive sozinho,  era aquele papo de “tô longe mas tô perto.”. Com ela era assim. Tudo parecia e realmente era mais fácil.

Dali em diante, ninguém poderia saber o que aconteceria. Afinal, ela partiu e eu fiquei. ”

Alice Bachiega.

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