relato de um rapaz arrependido.

“Hoje eu a vi num bar qualquer de São Paulo. Ela nunca ia para bares e coisas do tipo, só ficava em casa lendo Nicholas Sparks e outros romances assim. Ela estava linda, mais linda do que qualquer outro dia em que passou ao meu lado. Pensei e pensei, e então, resolvi falar com ela, quem sabe puxando um papo e tudo mais as coisas não voltassem a ser como antes. Doce ilusão minha. Pelo visto ela mudou mesmo e mudou pra melhor. Fui. Chegando perto dela, pra minha tristeza, um carinha que estava próximo dela a puxou pra dançar. Caramba! Ela fez mesmo a aula de dança que tanto queria e olha, aprendeu tudo e muito bem. Ela estava perfeita, com aquele sorriso lindo sempre estampado no rosto. Foi então que eu me toquei: eu a perdi.  Já se passaram cinco meses e vinte dias – sim, eu conto pra sempre me lembrar da maior burrada que fiz na minha vida- que terminamos. Eu a fiz sofrer demais, demais mesmo com o término e fui “aproveitar” minha vida, eu não me arrependia de nada do que havia feito. Eu não a amava e não aceitava o jeito dela. Primeiro namoro dela e eu acabei com todo o encanto que ela realmente acreditava sobre o amor . Eu não tive paciência e a descartei como quem usa uma garrafinha d’água e depois, simplesmente, joga fora porque não vê utilidade em carregá-la pra lá e pra cá. Eu me foquei em coisas banais e deixei o meu amor pra trás. Hoje sim eu me arrependo mas é tarde demais. Enquanto ela sofria eu estava pegando todas e agora quem sofre sou eu e quem aproveita a vida é ela. Claro, cada um de um jeito. Ela não mudou totalmente, a essência dela ainda era a mesma, o jeito pelo qual eu me apaixonei era o mesmo. Ela só deixou de se importar com o que os outros pensavam a respeito dela.
Mas voltando pro bar, quando ela terminou de dançar, finalmente me viu, eu sorri e fui na direção dela, e ela me abraçou – que saudade eu estava daquele abraço apertado e desajeitado que sempre dávamos-  sorriu e beijou meu rosto e por fim, disse “E aí , curtindo muito?” eu sorri sem graça e disse “na medida do possível sim” e ela – com aquele jeito irônico que eu me apaixonava perdidamente-  disse “Ainda bem né , conseguiu o que queria. Curtir muito sua vida.” e eu – abaixei meu olhar – e disse “Quem me dera voltar no tempo.” ela deu uma gargalhada e disse “Mas não pode, aliás, ninguém pode… Bom , vou dançar, foi bom te ver.” .  Me abraçou novamente e se foi.
Como eu sou burro. Só isso que eu digo, chega a ser engraçado. A garota dos meus sonhos indo embora por culpa minha. Ela correu atrás de mim feito louca e eu a ignorei. Agora eu tento correr atrás dela mas nunca a alcançarei.  E o que me resta agora? Lembranças. De como ela é linda quando sorri com os olhos, do jeito dela todo descontraído com os amigos e quando vê um estranho paralisa e fica tímida de uma hora pra outra. De como a pintinha no ombro esquerdo dela a deixa com um toque de menininha e quando ela acorda depois de um cochilo, numa tarde chuvosa, com cara de “quero dormir mais.” mas levanta mesmo assim porque tem mil coisas pra fazer. Ela é linda e não só pela aparência dela, é linda por nunca desistir dos seus sonhos por mais bobos que sejam. Ela é linda simplesmente por ser quem ela é .”

Alice Bachiega

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